Quando a Capcom divulgou o teaser “Evil Has Always Had A Name”, muitos fãs imediatamente passaram a buscar conexões com personagens, eventos e histórias do passado da franquia.
Confira nossa análise e REact do teaser:
Entre teorias e análises, um detalhe chamou a atenção de quem conhece a fundo a franquia: a forte semelhança temática com Lucy e Regan Mallet, personagens do capítulo 3 de Resident Evil Outbreak File #2.
A discussão ganhou ainda mais força após Suzi Hunter, criadora de conteúdo de games, trazer o tema à tona em suas mídias. A observação chamou nossa atenção e foi justamente esse olhar atento para detalhes esquecidos da franquia que nos motivou a aprofundar a análise e dar origem a este artigo.
Diferente dos heróis armados e treinados que costumam protagonizar a saga, Lucy e Regan representam algo muito mais cru e perturbador: o horror vivido por civis comuns, presos no colapso de Raccoon City.
Regan Mallet era apenas uma moradora de Raccoon City tentando salvar o que tinha de mais importante: sua filha, Lucy. Durante o chamado Incidente de Destruição de Raccoon City, ao perceber que todas as rotas principais estavam bloqueadas pelos militares, Regan toma uma decisão desesperada, mas lógica.
Em vez de enfrentar barricadas e soldados e ir para a delegacia da cidade, ela opta por fugir pela floresta, atravessando as Montanhas Arklay. Durante a travessia, Regan é atacada por criaturas conhecidas como Scissor Tails, e acaba se separando de Lucy. Ferida e indefesa, ela consegue chegar até uma cabana isolada, onde permanece aguardando, sem saber se sua filha ainda está viva.
Lucy, por sua vez, acaba sozinha próxima ao Rio Aimes, assustada, sem entender completamente o que está acontecendo, apenas sabendo que perdeu a mãe em meio ao caos.
O capítulo 3 de Resident Evil Outbreak File #2 constrói uma das narrativas mais humanas de toda a franquia. Quando os sobreviventes encontram Regan ferida na cabana, ela não pede armas, nem vingança, pede apenas ajuda para encontrar Lucy.
Antes disso, Regan entrega aos jogadores um pingente feito à mão, que pertencia à filha. Um detalhe simples, mas carregado de significado. Ela sempre dizia a Lucy para não falar com estranhos, e o pingente se torna a única forma de provar que aqueles sobreviventes realmente a conhecem.
Quando Lucy é encontrada à beira do rio, ela inicialmente desconfia. Mas ao ver o pingente, entende que aquelas pessoas falam a verdade e decide segui-las. O reencontro entre mãe e filha na cabana é silencioso, contido, e justamente por isso tão impactante. Não há discursos heroicos. Apenas alívio.
Trecho da história retirada da página Resident Evil Fans, no instagram!
“O mal sempre teve um nome” É aqui que a conexão com o teaser da Capcom começa a ganhar força. Lucy e Regan não enfrentam vilões icônicos, não trabalham na Umbrella e não entendem o funcionamento do T-Virus.
Ainda assim, suas vidas são destruídas por ele. O mal, para elas, não tem forma definida, mas tem consequências claras. O nome do mal, nesse contexto, não é apenas Umbrella ou T-Virus. É perda, separação, medo, silêncio. A tragédia de Lucy e Regan mostra que o verdadeiro horror de Resident Evil não está apenas nos monstros, mas no impacto humano que eles deixam para trás. E essa ideia se encaixa perfeitamente na mensagem sugerida por Evil Has Always Had A Name.
Durante anos, Resident Evil Outbreak foi tratado como um spin-off esquecido, limitado ao seu tempo, havia dúvidas até mesmo se ele era "canônico" ou não. No entanto, histórias como a de Lucy e Regan provam que ele sempre foi uma das experiências mais maduras e emocionais da franquia.
Se o teaser realmente indica que a Capcom está revisitando esse tipo de narrativa mais íntima, mais humana e menos grandiosa, então talvez estejamos diante de um novo momento para Resident Evil. Um momento em que o horror não precisa gritar para ser ouvido.
O próprio título Resident Evil 9: Requiem parece reforçar essa leitura. Tradicionalmente, um requiem é uma missa fúnebre, um ritual de despedida. Não apenas da vida, mas daquilo que já se foi e não pode ser recuperado.
Nesse sentido, Requiem soa menos como um novo começo e mais como um adeus às cicatrizes deixadas por Raccoon City, às vidas anônimas interrompidas e às histórias que nunca tiveram um final heroico.
Beijooos, Bia <3
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